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12/01/2021

ABESPetro vê perspectivas mais positivas para o setor em 2021

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O Projeto Perspectivas 2021 traz neste início de tarde de segunda-feira (11) as opiniões do presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo (ABESPetro), Adyr Tourinho. Um dos principais elos da cadeia de óleo e gás do Brasil, o segmento começou 2020 com bastante otimismo, até que veio a Covid-19 e mudou o planejamento de investimentos da indústria petrolífera. Apesar dos desafios ainda existentes, a ABESPetro está com uma expectativa mais otimista em relação a 2021. “A atividade econômica mundial está retornando gradualmente fazendo com que as perspectivas para o setor sejam mais positivas”, disse Tourinho. O presidente da associação lembra que as áreas licitadas no Brasil e projetos de revitalização de campos vão demandar grandes investimentos nos próximos anos. “Portanto, creio que apesar de todas as dificuldades, o Brasil apresenta uma perspectiva mais positiva quando comparado a outros grandes ‘hubs’ de E&P offshore”, complementou. Vejamos agora suas opiniões:

1- Como o senhor e sua associação enfrentaram os desafios de 2020, com a pandemia apanhando a economia brasileira em pleno voo de subida?

O setor de O&G vem sofrendo uma crise de excesso de oferta que foi acentuada com as medidas de isolamento tomadas inicialmente e forte retração econômica devido a pandemia.

Nos últimos anos, a agenda global por redução de emissão de carbono vem colocando ainda mais pressão no setor e o aumento da eficiência de fontes de energia alternativas também trouxe para o cenário um novo competidor de peso.

O Brasil, apesar de também ser afetado por essas variáveis, enfrenta o momento sob uma perspectiva de mercado um pouco diferente.

O “voo de subida” que se apresentou ao início de 2020 tinha como pilares a retomada da Petrobrás focada nos campos gigantes do pré-sal, a entrada das grandes operadoras internacionais como operadoras do pré-sal, e o surgimento de independentes adquirindo campos marginais do plano de desinvestimento da Petrobrás e de outras operadoras. Ou seja, tínhamos um ambiente de bastante otimismo, que foi colocado em xeque com toda a retração econômica mundial e com os baixos preços do barril de petróleo, impactando principalmente a viabilidade econômica de alguns projetos de revitalização de campos maduros. As grandes operadoras internacionais também reduziram drasticamente o CAPEX impactando em postergações de alguns projetos. A Petrobrás também revisou seu plano de investimentos, porém ratificou os investimentos nos grandes projetos do pré-sal de algumas revitalizações.

A ABESPetro manteve um posicionamento de manter nosso setor competitivo. Tivemos uma agenda propositiva junto a entidades governamentais com sugestões que permitissem que a indústria superasse esse momento crítico. Nossa associação representa o primeiro elo da cadeia de fornecedores de E&P, portanto temos um papel de grande relevância para manter as atividades e a capacitação existente no país.

2- Quais são as perspectivas do senhor e da sua associação para 2021?

A atividade econômica mundial está retornando gradualmente fazendo com que as perspectivas para o setor sejam mais positivas.

Em particular no Brasil, os projetos estão seguindo adiante devido a alta resiliência de nossos campos com alta produtividade e consequentemente baixo “lifiting cost” e “break even cost”.

Somente em áreas já licitadas, existem projetos que irão gerar grandes montantes de investimentos nos próximos anos. As licitações de bens e serviços para os grandes projetos já estão no mercado sendo concluídas ou em andamento.

Mesmo os projetos de revitalização seguem sendo estudados e alguns já começam a se materializar.

Portanto, creio que apesar de todas as dificuldades, o Brasil apresenta uma perspectiva mais positiva quando comparado a outros grandes “hubs” de E&P offshore.

3- Se o senhor fosse consultado, quais as recomendações e sugestões que faria para o governo neste novo ano que está prestes a iniciar?

Nosso setor atua de forma global. Enfrentamos um ambiente desafiador que necessita regras claras e que permitam que o Brasil seja competitivo quando comparado com outros centros de excelência de E&P de Petróleo e Gás.

Ainda temos muitas ineficiências que acabam onerando os custos operacionais. Temos que equalizar barreiras tributarias, melhorar nossa infraestrutura (interligação do setor de transportes, melhores acessos rodoviários, portos adequados para grandes embarcações), reduzir os entraves alfandegários, criar condições mais favoráveis para exportar bens e serviços de E&P, entre outros podem ajudar o país a se tornar mais competitivo com outros grandes centros ao redor do mundo.

Somente dessa forma, iremos atrair os investimentos que irão fomentar toda a cadeia e o nível de atividade em nosso país.

Fonte: Petronotícias

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