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09/05/2019

Petrobras garante meta de produção em 2019

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Estatal vai acelerar ramp-up dos novos sistemas de produção no pré-sal da Bacia de Santos

A Petrobras manterá a meta anual de produção de 2,8 milhões de boed em 2019, apesar da queda registrada no primeiro trimestre, assegurou o diretor de E&P da petroleira, Carlos Aberto Oliveira, na última quarta feira (8/5). O executivo antecipou que, nos primeiros dias de maio, a produção já registrou alta, mantendo-se acima da marca perseguida.

Oliveira assinalou que a petroleira vai acelerar o processo de ramp-up dos novos sistemas de produção. O objetivo é estabelecer prazo de um ano para atingir a capacidade de produção das unidades.

No início de maio, a Petrobras finalizou o ramp-up da P-74, no campo de Búzios, na Bacia de Santos, concluindo a operação exatamente um ano depois de sua entrada em operação. A unidade está interligada a quatro poços, com produção de 150 mil b/d.

O diretor de E&P destacou que, nos últimos 11 meses, foram colocados em operação sete novos sistemas de produção, sendo três no primeiro trimestre deste ano – P-76 e P-77, no campo de Búzios, e a P-67, em Lula – que ajudaram a compensar o declínio natural da produção total da companhia. O ramp-up dessas plataformas garantirá, segundo o executivo, a meta anual de produção.

As campanhas de ramp-up ao longo de 2019 ficarão concentradas nos campos de Búzios, Lula, Sul de Lula, Berbigão, Sururu e Tartaruga Verde. O trabalho já conta com 86% dos poços perfurados e completados.

Com os novos sistemas, a Petrobras estima que a produção do pré-sal no final do ano responderá por cerca de 55% a 60% do volume total extraído pela companhia. A contribuição atual é de 49% (dados do primeiro trimestre).

A queda de produção nos primeiros três meses do ano (de 4% na comparação anual) foi ocasionada principalmente pelas baixas do programa de desinvestimento na área de E&P – sobretudo a venda de 25% de participação no campo de Roncador à Equinor – e o maior número de paradas programadas de plataformas.

O diretor de E&P afirmou que a empresa e a petroleira norueguesa vêm detalhando as ações do plano de aumento do fator de recuperação de Roncador, que prevê sua elevação de 28% para 34%. A produção total do ativo em março foi de 194 mil boed, sendo 167 mil b/d de óleo e 4,2 milhões de m³/d de gás natural.

Foco no Brasil

Apesar da baixa nos indicadores de produção, a Petrobras conseguiu reduzir os gastos operacionais gerenciáveis de E&P no 1º trimestre em 22%, na comparação com o mesmo período de 2018.

O presidente da estatal, Roberto Castello Branco, reforçou não há planos de investimento para o exterior e que o foco da companhia segue voltado ao pré-sal. Embora, em depoimentos recentes, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, tenha sinalizado o ingresso da petroleira em leilões de E&P de Israel, Castello Branco afirmou que, no momento, não há há recurso e nem mesmo uma estratégia para virar uma empresa global, apenas estudos rotineiros feitos por geólogos.

“Não queremos repetir os erros do passado, onde a Petrobras saiu investindo em ativos na America do Norte, na África, Bolívia, Argentina e Uruguai, onde há operações em que o prejuízo é certo. Estamos lá há quase 13 anos, perdendo continuamente dinheiro.(..) Não há mudança nenhuma de política”, afirmou o executivo.

O custo de produção do barril no pré-sal hoje é de US$ 7 e, nos projetos da cessão onerosa, é ainda mais baixo, ressaltou Carlos Aberto Oliveira.

Parceria 

O diretor de E&P informou que a Petrobras pretende concluir, no segundo semestre, os detalhes da parceriacom a chinesa CNPC no cluster de Marlim, que abrange os campos de Marlim, Voador, Marlim Leste e Marlim Sul, na Bacia de Campos.

Fonte: BE Petróleo | Claudia Siqueira