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12/04/2019

Sísmica na mesa de negociação

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Petrobras e prestadores de serviço discutem novas estratégias de contratação para campanhas offshore

O modelo de contratação da Petrobras de aquisição de dados sísmicos Offshore deve ser alterado. No lugar de contratos por campanha, a petroleira avalia a possibilidade utilizar contratos guarda-chuva de longo prazo, com pelo menos cinco anos de vigência, nos mapeamentos convencionais e com nodes (cabos de fundo).

A nova sistemática de contratação vem sendo discutida pela Gerência de Aquisição de Dados Geofísicos da Petrobras com as empresas de sísmica e a equipe de contratação da petroleira. O processo teve início a partir de uma RFI (consulta ao mercado), e, mais recentemente, a petroleira fez uma reunião presencial com as principais companhias de serviço do setor para discutir o tema.

A mudança em análise permitiria à Petrobras reduzir o tempo gasto em cada contratação – hoje, o prazo médio entre o lançamento de um edital e o inicio da aquisição de dados varia entre um ano e meio e dois anos.

A estratégia beneficiaria também as empresas de sísmica, que passariam a contar com contratos de longo prazo. No caso das campanhas com nodes, voltadas aos projetos de produção, existe a perspectiva de períodos contratuais ainda maiores, com mais de dez anos de duração.

Caso venha a ser aprovado ao longo do ano, o novo modelo de contratação de aquisição sísmica – também aplicado no exterior – deve começar a ser utilizado apenas em 2020. A Petrobras tem programados grandes mapeamentos com nodes no próximo ano para os projetos de Lula e Sépia, no pré-sal da Bacia de Santos.

Fonte: BE Petróleo | Claudia Siqueira