ABESPetro - Sondas de perfuração podem ultrapassar 30 unidades em 2022

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09/02/2018

Sondas de perfuração podem ultrapassar 30 unidades em 2022

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Entrevista com Rodrigo Ribeiro, diretor de Operações (Perfuração) da Queiroz Galvão Óleo e Gás e Diretor da ABESPetro.

Os leilões de áreas exploratória já começam a gerar demanda por sondas, segundo você. Já há números ou projeções para este ano?

Ainda não. Normalmente após o leilão existe um período de planejamento e implementação da atividade exploratória, incluindo o licenciamento, antes de existir a demanda por sonda de perfuração. Este período pode variar em um mínimo de dois anos mas em certos casos pode ser bem mais. Por isso é tão importante que uma sequência constante de leilões seja mantida evitando assim essas interrupções na demanda.

Com que números vocês estão trabalhando, em termos de demandas, para os próximos cinco anos - até 2022, quando a Petrobras prevê investir US$ 74,5 bilhões, dos quais 81% (US$ 60,3 bilhões) no segmento de exploração e produção, principal área de atuação das associadas da Abespetro. Você citou 9 novos sistemas de produção offshore (marítimo) entre 2018 e 2022. E os outros equipamentos como sondas, barcos de apoio, sistemas submarinos etc.?

Além dos investimentos da Petrobras, devemos considerar os investimentos previstos pelos demais operadores presentes no Brasil. Esperamos que Total, Shell, Statoil, Premier, Karoon e Exxon, entre outros, demandem equipamentos e serviços neste período. Por exemplo, acreditamos que mantidas as condições atuais e a determinação de todos os stakeholders em prol da recuperação da atividade, o numero de sondas de perfuração possa ultrapassar 30 unidades por volta de 2022.

De acordo com levantamento feito pela associação, em 2017, foram concluídos apenas 14 poços exploratórios, o pior resultado anual desde o início da série histórica da Abespetro, em 2004. E o número de utilização de sondas de perfuração (termômetro do setor) permaneceu em 16 unidades, mantendo patamar observado desde o início de 2016 - o pior das séries históricas. Sendo que cada sonda significa a geração de 1 mil empregos diretos e indiretos. Qual a expectativa de reversão desse termômetro nos próximos anos com os leilões e oferta permanente de áreas? Podemos chegar ao patamar de cinco, oito anos atrás?

É fato de que a indústria passa por uma crise sem precedentes, consequência das escolhas equivocadas do passado. Todavia, é importante olharmos pra frente pois o potencial do Brasil é sem igual quando se trata da atividade de E&P offshore. Ainda que o número de sondas no Brasil tenha decrescido, continuamos falando da maior utilização de sondas UDW do mundo. Segundo dados apurados em Setembro de 2017 (Fonte: IHS RigPoint), operavam no Brasil 22 sondas (31% do mercado mundial de UDW), enquanto em segundo lugar estava o Golfo do México com 20 sondas (28% do mercado) e em seguida a Costa Oeste da África com 11 sondas (20%). A expectativa é de que a demanda de sondas volte a crescer nos próximos anos, incluindo sondas para serem utilizadas em áreas exploratórias, afetando positivamente toda a indústria.

Fonte:  TN Petróleo