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Investimentos na Bacia de Campos podem gerar até 400 mil empregos

Mais notícias 09.Jul.2021

A reativação da Bacia de Campos pode gerar investimentos bilionários na casa de até US$ 15 bilhões nos próximos cinco anos. Dados do Caderno ABESPetro, publicado pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo (ABESPetro), apontam que entre 200 mil e 400 mil novos empregos podem ser gerados por conta desses investimentos.


“Estimamos que a reativação da Bacia de Campos deve propiciar arrecadação em participações especiais governamentais entre US$ 1 e 3 bilhões. Os contratos que já começaram a ser assinados começam a refletir em contratações. Cada etapa da cadeia de bens e serviços irá sentir os impactos positivos em diferentes momentos do progresso dos projetos”, destacou o diretor-presidente da ABESPetro, Adyr Tourinho.


Outro setor fundamental para geração de novos investimentos é o do gás. Vale lembrar que Macaé já tem o maior terminal de processamento do gás natural da América Latina (Cabiúnas). O plano estratégico da cidade prevê a construção de novas usinas, algumas já em andamento, com capacidade ainda maior.


“Algumas operadoras estão avaliando a possibilidade de escoar o gás de grandes campos para Macaé. Recente a Equinor divulgou que existe uma forte possibilidade de escoar a produção do campo de Pão de Açúcar para Macaé. Para isso, será necessário o aumento da capacidade de escoamento por gasoduto e também de processamento em Macaé”, comentou Tourinho.


Entretanto, a geração de demanda é necessária para o gás. “Atrair novas termoelétricas para a região pode ser a solução, já que transportar esse gás para outros polos - como São Paulo - irão tornar o custo do gás elevado inviabilizando sua comercialização”, pontuou.


“Com a entrada em produção de alguns campos entre 2024 e 2025, existirá uma janela de oportunidade com o aumento significativo na produção de gás no Brasil. O grande desafio está em fazer com que esse gás chega ao mercado a preços competitivos. Com a aprovação na nova lei do gás, cria-se a expectativa de que o mercado passará por uma profunda transformação desde a produção, transporte e comercialização da molécula”, completou Aduy Tourinho.


Entretanto, na visão do diretor da ABESPetro, os valores precisarão ser semelhantes aos praticados nos EUA e Europa. “Somente isso fará com que os grandes projetos de infraestrutura avancem e consequentemente viabilizem o escoamento da produção dos campos que entrarão em produção”, explicou.


“Hoje, o cenário é de que sem esses investimentos haverá um gargalo de escoamento que pode comprometer o desenvolvimento e produção desses campos já a partir de 2024”, concluiu Adyr.

 

+ Veja a entrevista da ABESPetro na íntegra

 

Fonte: Jornal ERREJOTA Costa do Sol | Lucas Nunes

 

 

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