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07/06/2021

ABESPetro - O tempo não para!

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O Presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo (ABESPetro), Adyr Tourinho, também acredita que o mercado de gás brasileiro tem potencial de passar por uma grande transformação. “A entrada de produção de alguns campos a partir de 2025, com grande vazão de gás irá demandar uma nova rede de infraestrutura. O campo de Pão de Açúcar será um ponto de inflexão na oferta desse energético no país, associado com outros que também estão por vir”, pontua o dirigente da entidade que congrega cerca de 50 empresas fornecedora de bens e serviços.

 

Ele avalia que o primeiro grande impacto se dará nos investimentos em escoamento do gás natural, o que, consequentemente, vai alavancar os desenvolvimentos de alguns grandes projetos offshore que movimentarão toda a cadeia de bens e serviços. “A nova lei do gás será instrumental para aumentar a competitividade da monetização do gás, possibilitando termos um preço mais competitivo e atrativo para estimular o aumento do consumo pelo setor industrial”, observa Tourinho. “Teremos oportunidades inúmeras em diversas etapas desde a produção, passando pelo escoamento, distribuição e comercialização”, complementa.

 

O presidente da ABESPetro reconhece que é necessário a existência de um conjunto de fatores para que haja esse 'redesenho' da infraestrutura energética do Rio. Mas que não depende apenas de um ente do mercado. “Existem fatores que não controlamos, relacionados à atratividade global do setor de O&G, bem como fatores que assegurem a competitividade do Brasil em escala mundial”, analisa.

 

Um ambiente de negócios confiável é crucial, da mesma forma que a questão tributária é decisiva para que disputarmos investimentos. “A manutenção do Repetro é indiscutivelmente decisiva para que os projetos de E&P sigam no país. Na outra ponta, a simplificação das discussões de tarifação do gás também é fundamental. Estamos diante de um cenário no qual várias empresas irão utilizar uma mesma infraestrutura para comercializar o gás. Por isso, precisamos pensar formas de operacionalizar isso sem onerar o preço final”, diz ele, referindo-se aos projetos de rotas que estão integrados a portos e parques industriais.

 

Ele também vê com bons olhos iniciativas como o INDUSTRIALIZA RJ. Mas pondera que é sempre preciso lembrar as lições aprendidas no passado para não repetir erros no futuro. “Toda iniciativa que tenha o objetivo de atrair investimentos é muito bem-vinda, mas não podemos esquecer que não iremos ser competitivos em todas as áreas. Atrair indústria nem sempre significa nos tornarmos mais competitivos. No mercado de E&P no Brasil, por exemplo, temos um excesso de capacidade instalada em diversos setores. Isso gera ineficiência”, frisa Tourinho.

 

O dirigente da ABESPetro afirma que é importante o governo exercer seu papel, principalmente no que diz respeito a gerar confiança de que as regras tributárias não serão alteradas. “Todo investimento que será feito levará em consideração as regras atuais. Qualquer mudança pode impactar fortemente os projetos, que são de longo prazo”, agrega.

 

Em relação aos projetos de gasodutos, que são premissas importantes para o gás chegar a terra firme, ele lembra que é consenso de que teremos um gargalo de infraestrutura em 2024/2025. “Por isso, para que os projetos sigam adiante, o investimento tem que acontecer de imediato. O tempo para se construir a infraestrutura necessária é de 2 a 3 anos no mínimo. Já estamos atrasados. O tempo não para!”, conclui Adyr Tourinho.

 

+ Veja a entrevista da ABESPetro na íntegra

 

Fonte: TN Petróleo | Revista especial Lei do Gas " O Rio se Reenergiza"

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