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25/08/2017

Ao menos dez petroleiras estão avaliando o pré-sal

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Ao menos dez companhias monitoram as oportunidades de negócios nos leilões do pré-sal deste ano. A cerca de duas semanas para o fim das inscrições na 2ª e 3ª rodadas de partilha, as "supermajors" (como são conhecidas as principais petroleiras privadas do mundo), como a ExxonMobil, Shell, BP, Chevron e Total, acompanham de perto e buscam informações mais detalhadas sobre as licitações previstas para ocorrer em 2017.

Ao menos dez companhias monitoram as oportunidades de negócios nos leilões do pré-sal deste ano. A cerca de duas semanas para o fim das inscrições na 2ª e 3ª rodadas de partilha, as "supermajors" (como são conhecidas as principais petroleiras privadas do mundo), como a ExxonMobil, Shell, BP, Chevron e Total, acompanham de perto e buscam informações mais detalhadas sobre as licitações previstas para ocorrer em 2017.

"Sinto as empresas animadas para os leilões. Algumas companhias deixaram de fora de seus portfólios uma área importante como é o pré-sal no Brasil e pretendem se reposicionar", disse o diretor da Accenture Strategy, Matheus Nogueira.

Este, por exemplo, é o caso da Exxon, que tem manifestado publicamente o interesse em voltar a investir no pré-sal brasileiro, depois de uma tentativa sem sucesso nos anos 2000, quando perfurou poços secos no bloco BM-S-22, na Bacia de Santos, e optou por devolver a concessão à União. A Chevron e a BP são outras gigantes do setor que, apesar de possuírem ativos exploratórios no Brasil, não estão no pré-sal.

Já a Shell, Total e Statoil são exemplos de companhias que, por meio de aquisições recentes, conseguiram fortalecer sua presença na principal região produtora de óleo e gás do país e também monitoram oportunidades de reforçar suas carteiras de projetos.

Não existe qualquer surpresa numa eventual participação dessas três empresas na 2ª rodada, que vai ofertar quatro áreas da União, adjacentes a descobertas que extrapolam os limites de suas concessões - as chamadas áreas unitizáveis de Gato do Mato, Carcará, Sapinhoá (Bacia de Santos), e Tartaruga Verde (Campos).

Shell e Total são sócias na descoberta de Gato do Mato, enquanto a Statoil opera Carcará. A Repsol Sinopec, por sua vez, é sócia da Petrobras em Sapinhoá.

Ontem, o diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Waldyr Barroso, confirmou que dez empresas já manifestaram interesse em participar da 3º rodada de partilha do pré-sal. Já a 2ª rodada conta com o interesse de nove companhias. A regra do leilão permite que a empresa se inscreva nas duas licitações.

"Temos ao menos três entrantes [empresas que não atuam hoje no pré-sal brasileiro]", disse o diretor, durante seminário da ANP sobre os aspectos jurídico-fiscal e ambiental dos leilões do pré-sal, sem informar os nomes dos interessados.

O prazo final para inscrição vence no próximo dia 8 de setembro. Já o prazo para pagamento do bônus de assinatura das áreas foi fixado em 11 de dezembro, garantindo a entrada dos recursos no caixa da União este ano. As oito áreas ofertadas nas licitações totalizam R$ 7,75 bilhões em bônus de assinatura.

Enquanto a 2ª rodada está focada na oferta das áreas unitizáveis, a 3ª rodada está oferecendo ao mercado os prospectos exploratórios de Pau Brasil, Peroba e Alto de Cabo Frio Oeste e Alto de Cabo Frio Central, no pré-sal das bacias de Santos e Campos.

Fonte: Valor