ABESPetro - Petrobras vai investir mais de R$ 19 bilhões na Bacia de Campos

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16/08/2017

Petrobras vai investir mais de R$ 19 bilhões na Bacia de Campos

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Nessa nova perspectiva positiva de retomada das operações do petróleo no país, a Petrobras reserva as suas próprias "boas notícias", que indicam a restruturação do mercado de óleo e gás nacional, com base em grandes investimentos dedicados a elevar a sua participação nas atividades offshore no país e no mundo.

Em nota divulgada para celebrar os 40 anos de produção da Bacia de Campos, a estatal garantiu que irá investir cerca de US$ 6 bilhões, deste ano até 2021, para elevar a produção de petróleo nas camadas chamadas de "pós-sal, em águas rasas, que representam hoje cerca de 60% da produção nacional de petróleo.

Essa confirmação traz ainda mais ânimo para a cadeia produtiva de óleo e gás, complementando assim o otimismo gerado pelo anúncio da descoberta do pré-sal no Campo Marlim-Sul, também da Bacia de Campos.

"Estão previstos ainda 36 projetos de desenvolvimento da produção no período 2017-2021, com investimentos de aproximadamente US$ 6 bilhões. Serão construídos 33 novos poços produtores e 11 injetores até 2021, que resultarão em uma produção adicional de óleo de 206 mil barris por dia em 2021 em relação aos níveis atuais de produção das plataformas da Petrobras instaladas na região de águas mais profundas da Bacia de Campos", afirma a Petrobras em nota.

Esse indicativo de desenvolvimento de novos poços produtores e a complementação de sistemas de produção indicam um novo cenário de negócios, tanto para as grandes prestadoras de serviços offshore, quanto para as empresas que integram a base do mercado do petróleo, instaladas em Macaé.

"E nós acreditamos que há uma nova sequência de boas notícias para o mercado, especialmente no que se refere às operações na Bacia de Campos. O potencial geológico dessa região é fantástico. Se já era assim com o pós-sal, imagina agora com a descoberta do pré-sal", indica o gerente executivo da Associação Brasileira das Empresas de Serviços do Petróleo (Abespetro), Gilson Coelho.

Com essa nova dinâmica de operações, a Petrobras deve rever também o sistema de gestão das unidades em produção na Bacia de Campos. Informações de dentro da companhia indicam que projetos tocados pela Unidade de Operações Rio (UO-Rio), desenvolvidos na Capital do Estado, voltarão a ser integrados à Unidade de Operações da Bacia de Campos (UO-BC), modificando a estratégia implementada pela companhia há dois anos, que gerou a transferência de cerca de 1,5 mil funcionários, sediados em Macaé.

Parte fundamental da dinâmica do mercado do petróleo nacional, a Petrobras parte também para participar dos leilões da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que acontecem a partir do próximo mês e seguem até 2019.
Junto a outras gigantes do petróleo no mundo, como a Repsol, Shell e Total, a Petrobras já confirmou participação na 14ª rodada de leilões, que incluem áreas da Bacia de Campos.

Revitalização de Marlim e Albacora garantida

A nota emitida pela Petrobras, para celebrar os 40 anos da Bacia de Campos, também reforça a estratégia da companhia de elevar o fator de produção dos campos que sustentaram, por décadas, a participação do mercado offshore brasileiro no cenário internacional.

A companhia indiciou o planejamento de revitalização do campo de Albacora, que ainda está em fase inicial de estudo. 
"A depender dos resultados em andamento para avaliação de oportunidades na concessão, é possível a substituição das plataformas atualmente em operação por um novo sistema de produção. Com a revitalização, o campo de Albacora que hoje produz em torno de 55 mil barris por dia (bpd), pode chegar a produzir cerca de 70 mil bpd em 2021 (50% do pós-sal e 50% do pré-sal)", registra a companhia. 

A Petrobras apontou também que há expectativa de aumento no fator de recuperação de óleo do campo de Marlim, o que poderá gerar a produção de um volume adicional de cerca de 900 milhões de barris de óleo equivalentes até 2052, quando expira a concessão. Hoje, o campo de Marlim produz aproximadamente 160 mil barris de óleo por dia.

Fonte: O Debate